A luta pela libertação dos negros marcou a história dos EUA desde o início da colonização e da chegada dos primeiros escravos, em 1619, tendo muitas vezes dividido a nação. Em 1863 viria a ser assinado o Acto de Emancipação, que culmina com a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros e apenas em 1868 os negros do país obtiveram, em teoria, direitos iguais aos brancos. Dois anos mais tarde, foi-lhes garantida a igualdade de direito eleitoral.
No entanto, a abolição da escravatura esteve longe de impedir a violência contra os negros. Ao contrário, pouco depois deste marco histórico, a segregação racial nos EUA começa a ser legalizada em alguns estados, vindo inaugurar uma nova situação de exclusão e subordinação para a comunidade negra, sobretudo no sul do país, onde as leis de segregação racial eram consubstanciadas na existência de bairros, escolas, transportes públicos e locais de convívio distintos para brancos e negros. Na mesma altura, começam a surgir sociedades secretas, como a Ku Klux Klan, que defendiam a restauração da supremacia branca. Em contrapartida, começam também a surgir os movimentos de direitos civis, que durante o século XX tiveram um papel importante no combate a todas as formas de exclusão social e discriminação, incluindo o racismo.
A discriminação e segregação racial nos EUA prolongou-se ainda durante muitos anos, resultando na humilhação, linchamento público e assassinato de milhares de negros na História. Apenas em 1967 foram anuladas as últimas leis de proibição de casamentos mistos.
Hoje, 44 dos 50 estados dos EUA possuem leis que punem explicitamente a discriminação racial.